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29/09/2009 12:41



Por que me chamas de amor, Lavígnia?

se quando leio essas palavras lágrimas me vem os olhos e as letras escritas por ti gradualmente se tornam turvas. Por que me escreve em francês e faz com que minha mente se encha de memórias dum longínquo inverno em Paris. A neve e a chuva naquele céu cinzento e todas essas memórias que doe tanto lembrar. E, tolo ainda fico em dúvida, Lavígnia. Se tuas palavras contém de fato um afeto profundo ou se são apenas teus olhos agúdos a me zombar. A incansavelmente zombar minha incansável ingenuídade, minha evidente fraqueza patética de homem mal crescido. Eu vejo esse teu olhar, Lavígnia. Vejo em minha mulher e em minha filha. Vejo os olhos semi-cerrados em cortante escárnio. Ou é mesmo afeto? Diga-me, Lavignia. Ou começo a pensar que são os dois, coexistindo em um terrível paradoxo. Sua voz doce e ácida. Como se pode viver com isso? Por favor, diga-me, Lavígnia. por que...





enviada por Mitsuo






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