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21/10/2009 23:15





Na pele da minha mão

vejo as veias

pulsando lentas




Tome meu braço

dê goles do vinho

por que estou narcótico?


Acordar numa madrugada silenciosa

pensar nos que estão agora a nascer

e nos que morrem


E nos dias inúteis

que esqueceremos

tacitamente.


nas gengivas crescem dentes

nos braços pelos

no jardim plantas

na cabeça sonhos

e pesadelos


O céu muda de cor durante a madrugada

penso nos outros insônes

e nos mortos.


Algumas palavras idiotas sempre voltam

e aquelas mais maravilhosas ficam presas

entaladas entre a lingua e os dentes

e viram uma fumaça rala de frustração.

Os olhos se secam

as lágrimas se grudam pra formar remela.


Dormi um dia um sono de pedra

sem sonhos.

Sempre que acordo me esqueço quem fui

mas a pele está mais fina

e as veias mais aparentes

como se quisessem um dia sair

a luz do dia.





enviada por Mitsuo






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